
Certamente já todos assistiram a algo muito típico das crianças (mais, ou menos pequenas), que é deixarem de respirar por entre uma crise de choro. Até já estou a imaginar-me com 3 anitos, numa choradeira interminável, deitada no chão de barriga para baixo, com os olhos aguados e a baba a cair da boca aberta e imóvel, sem respirar. Pois é, muitas crianças têm crises de choro violentas e interrompem a respiração durante a expiração e muitos de nós já nos vimos desesperados com uma situação destas. Muitas crianças chegam até a desmaiar. A esta reacção dá-se o nome de “espasmos do choro” e surgem em resposta a um factor desencadeante, como a frustração, raiva ou dor súbita.
Decidi falar sobre isto, não porque os espasmos do choro me preocupem, mas porque me inquietam as reacções das pessoas. Adivinhem lá qual a reacção imediata…Claro: abanar a criança. Abanar com a mesma precisão e determinação com que abanamos um mealheiro cheio de moedas.
Meus amigos, se não se lembrarem de mais nada, em último caso, deixam-na chorar. Principalmente, se for um bebé, abaná-lo poderá causar danos internos graves e inimagináveis. Todos sabemos que a cabeça do bebé é desproporcionalmente grande por comparação com o corpo, tornando-se um autêntico pêndulo num vai-e-vem vigoroso, quando agitado. Isto aumenta a pressão sob o cérebro e pode causar hemorragias.
1ª Lição - NUNCA abane a criança!
2ª Lição – Não lhe faça as vontades todas só porque sabe que, se a contrariar, vem aí choradeira e possível espasmo
3ª Lição – Se estiver à porta um espasmo, mantenha-se calma/o e prepare-se para dar um sopro bem forte na cara da criança
O mais importante é educar a criança no sentido de a ajudar a lidar com as situações, evitando assim, crises de choro violentas.
