sábado, 3 de julho de 2010


Exemplo: Se quer passar uma imagem positiva acerca da sopa, porque insiste em lhe dizer que só terá direito à sobremesa se comer a sopa? Ninguém diz que só tem direito à sopa se não deixar nem uma batata frita no prato…

“Não foi assim que a eduquei!”, tantas vezes se ouve depois de a criança ter feito algo reprovável. Pois é, a questão é mesmo a forma como educamos as crianças.
O exemplo é algo muito comum, mas não só em relação à sopa. Sendo a opção menos cansativa, temos a terrível mania de compensar algo “mau” com algo “bom”. O pior é que esta distinção não existe até este momento. Ou seja, embora passemos muito tempo a falar bem da sopa, que faz crescer e não sei quê, na hora da verdade, sem perder tempo, escorregamos na asneira de passarmos a imagem de que realmente a sopa não é minimamente agradável e, por isso, “despacha-te a comê-la pois tens a deliciosa sobremesa à espera”.
Ou, então, aquela: “Ai não comes a comida?!? Olha que te dou sopa!” (Ouviste, Afonso? Se não comes a comidinha que é tão boa, castigo-te e engoles a sopa).
Menciono a sopa, mas há outros momentos em que isto se aplica, por exemplo: “Só vês televisão se fizeres os trabalhos de casa” (Faz lá um esforço e depois podes regalar-te a ver televisão).
Deve ser por isso que nunca fui a favor dos castigos. E perguntam-me vocês: Ai sim? Então como é que fazemos? Não há regras?
Resposta: Claro que sim. Mas as regras devem existir em separado, não juntando umas coisas às outras. Não juntem a sopa à sobremesa, nem a tv aos trabalhos de casa. Dêem-lhes valores mais amplos, mais objectivos, como: “primeiro a obrigação, depois a diversão”. Faça-o perceber que: ”Não fazes os trabalhos de casa para depois poderes ver televisão, mas sim, vês televisão porque fizeste os trabalhos de casa”, sim, é muito diferente.
E não se esqueça: canções, histórias e desenhos animados, se bem seleccionados, dão uma grande ajuda. Por intermédio destes, as crianças aprendem mais e melhor.




*Não percam o próximo episódio xD

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